sábado, 28 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
The Big Q...
Ha dias fizeram-me a pergunta. A tal, mais uma vez.
"Então, quando é que casas?".
Confesso que não sou fã da instituição, sou mais do estilo "been there, done that", e não gostei. Mas andam a perguntar-me isso com uma certa regularidade, ultimamente.
Mas esta pergunta, após uma rápida resposta de "lá para os sessenta...", deixa-me sempre a pensar. Porque é que não me caso?
Não sei se é do Verão, se do trânsito do sol na casa 12 do meu signo, mas o que é um facto é que descobri a resposta: não me caso porque já estou casada.
Casei-me duas semanas depois de ter começado a namorar, no Sacré-Coeur, enquanto um padre congolês oficiava uma missa, e o meu amor me dizia que queria estar comigo pour les siècles des siècles, e me metia um anel de fio no dedo. Casei-me com um homem que acredita em mim, e ano após ano demonstra que é comigo que quer estar, para o que der e vier. Casei-me com um homem que tem estado comigo nos bons e (muitas vezes) maus momentos, que me ama nos dias em que estou feliz e nos dias em que estou de (muito) mau humor.
Não me preciso de mais compromisso do que este, não preciso de um anel de ouro. Não preciso de papel, não preciso de mais confirmação terrena e divina. Em Montmartre tomei o compromisso que tenho que honrar. Há algo mais perfeito que casar em Paris?
Tudo o que preciso está aqui, já me foi dado. Casar de papel passado é uma redundância. É fazer a vontade a terceiros. E como toda a gente sabe... entre marido e mulher não se mete a colher.
"Então, quando é que casas?".
Confesso que não sou fã da instituição, sou mais do estilo "been there, done that", e não gostei. Mas andam a perguntar-me isso com uma certa regularidade, ultimamente.
Mas esta pergunta, após uma rápida resposta de "lá para os sessenta...", deixa-me sempre a pensar. Porque é que não me caso?
Não sei se é do Verão, se do trânsito do sol na casa 12 do meu signo, mas o que é um facto é que descobri a resposta: não me caso porque já estou casada.
Casei-me duas semanas depois de ter começado a namorar, no Sacré-Coeur, enquanto um padre congolês oficiava uma missa, e o meu amor me dizia que queria estar comigo pour les siècles des siècles, e me metia um anel de fio no dedo. Casei-me com um homem que acredita em mim, e ano após ano demonstra que é comigo que quer estar, para o que der e vier. Casei-me com um homem que tem estado comigo nos bons e (muitas vezes) maus momentos, que me ama nos dias em que estou feliz e nos dias em que estou de (muito) mau humor.
Não me preciso de mais compromisso do que este, não preciso de um anel de ouro. Não preciso de papel, não preciso de mais confirmação terrena e divina. Em Montmartre tomei o compromisso que tenho que honrar. Há algo mais perfeito que casar em Paris?
Tudo o que preciso está aqui, já me foi dado. Casar de papel passado é uma redundância. É fazer a vontade a terceiros. E como toda a gente sabe... entre marido e mulher não se mete a colher.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Happiness...
Esta tarde, enquanto fazia zapping, parei na RTP2, ao ver um programa que me intrigou. O écran dividido em dois rectângulos: num dos lados uma pessoa que falava, no outro, o écran preto, com a tradução do que estava ser dito. Falaram pessoas da Tchetchénia, de Israel, de França, dos Estados Unidos. Cada uma dizia o que era para elas a felicidade. E foi um momento tocante, simples, emocionante.
Para a jovem tchetchena, a felicidade era o silêncio, depois do caos da guerra. Para a idosa francesa, foi o nascimento do filho, depois de ter estado às portas da morte. Para a israelita. eram momentos fugazes que passavam na vida dela. Para o americano judeu ortodoxo, foi sentir a presença de Deus, depois de uma noite de discussão com um palestiano de Gaza, ao fim da qual descobriu que apesar de todas as diferenças, os corações deles estavam próximos. Para o homem maliense, a felicidade é ter saúde e sentir-se em paz. Para a senhora etíope, é ultrapassar as adversidades.
O mundo tem tantas definições de felicidade, quantas pessoas nele vivem. Para uns mais materiais, para outros mais espirituais, mas todas tocantes, todas especiais, todas únicas.
Adorei ter a oportunidade de conhecer este projecto, 6 milliards d'autres, que já dura há uns anos. As pessoas partilham com o mundo o que é para elas uma míriade de coisas: dinheiro, raiva, país, amor, vida, sonhos. Vale a pena ver. Acho que vou deixar o meu testemunho...
Para a jovem tchetchena, a felicidade era o silêncio, depois do caos da guerra. Para a idosa francesa, foi o nascimento do filho, depois de ter estado às portas da morte. Para a israelita. eram momentos fugazes que passavam na vida dela. Para o americano judeu ortodoxo, foi sentir a presença de Deus, depois de uma noite de discussão com um palestiano de Gaza, ao fim da qual descobriu que apesar de todas as diferenças, os corações deles estavam próximos. Para o homem maliense, a felicidade é ter saúde e sentir-se em paz. Para a senhora etíope, é ultrapassar as adversidades.
O mundo tem tantas definições de felicidade, quantas pessoas nele vivem. Para uns mais materiais, para outros mais espirituais, mas todas tocantes, todas especiais, todas únicas.
Adorei ter a oportunidade de conhecer este projecto, 6 milliards d'autres, que já dura há uns anos. As pessoas partilham com o mundo o que é para elas uma míriade de coisas: dinheiro, raiva, país, amor, vida, sonhos. Vale a pena ver. Acho que vou deixar o meu testemunho...
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Holidays!
Adoro as férias dos outros. Adoro sair de casa de manhã e não ter trânsito, entrar nas rotundas sem ser em stress, não ter problemas para estacionar. Se acordar de mau humor, as férias dos outros põem-me de bom humor. Se acordar bem disposta, as férias dos outros deixam-me em êxtase, com um sorriso de orelha a orelha! Quero férias para os outros o ano inteiro! Para mim podem ser só os 22 dias úteis. De qualquer forma as férias dos outros fazem-me sentir em férias.
terça-feira, 8 de junho de 2010
And the guilty
Ultimamente tenho recebido uns telefonemas anónimos que me irritam profundamente. Tenho 99,99% de certeza sobre quem me anda a ligar, mas não tenho forma de confirmar. Assim, ontem resolvi ligar para a Vodafone, para saber se havia alguma forma de ter o número de quem me liga.
Fiquei então a saber que, após um longo processo burocrático, poderá ser dada autorização, durante 30 dias, para ver os números de quem me liga anonimamente. Mas quem me liga ouvirá uma mensagem quando marcar o meu número, a informá-lo que o número não está anónimo, e que vou poder vê-lo.
Ora digam-me lá, mas afinal para que é que serve então a possibilidade? Alguma vez o cobarde que me liga dez vezes ao dia vai prosseguir com o telefonema? Talvez resolva nesse instante: olha, afinal vou-lhe perguntar como está a correr o dia, como estão os filhos.
Isto leva-me a pensar que a lei no nosso lindo país à beira mar plantado, está feita para o prevaricador. Desde o alcoólico acelera que mata alguém ao volante e tem pena suspensa, aos ladrões multimilionários que são absolvidos por falhas técnicas e aos pedófilos e assassinos que são libertados mais cedo por alterações da lei, em Portugal tudo é leve para o criminoso.
Enquanto isso nós, os respeitadores, lixamo-nos (pardon my french), e acreditamos cada vez menos que seja feita justiça por estas bandas. E comigo foram só uns telefonemas anónimos. Que sentirá quem tudo perde?
Fiquei então a saber que, após um longo processo burocrático, poderá ser dada autorização, durante 30 dias, para ver os números de quem me liga anonimamente. Mas quem me liga ouvirá uma mensagem quando marcar o meu número, a informá-lo que o número não está anónimo, e que vou poder vê-lo.
Ora digam-me lá, mas afinal para que é que serve então a possibilidade? Alguma vez o cobarde que me liga dez vezes ao dia vai prosseguir com o telefonema? Talvez resolva nesse instante: olha, afinal vou-lhe perguntar como está a correr o dia, como estão os filhos.
Isto leva-me a pensar que a lei no nosso lindo país à beira mar plantado, está feita para o prevaricador. Desde o alcoólico acelera que mata alguém ao volante e tem pena suspensa, aos ladrões multimilionários que são absolvidos por falhas técnicas e aos pedófilos e assassinos que são libertados mais cedo por alterações da lei, em Portugal tudo é leve para o criminoso.
Enquanto isso nós, os respeitadores, lixamo-nos (pardon my french), e acreditamos cada vez menos que seja feita justiça por estas bandas. E comigo foram só uns telefonemas anónimos. Que sentirá quem tudo perde?
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Love story
Tenho pensado para com os meus botões que isto de ter um blogue é como uma relação.
Começa ardentemente, não pensamos senão em escrever mais. Está na nossa mente todos os dias, ansiamos pelo regresso, o momento em que estamos em frente dele e podemos voltar a passar para a blogoesfera o que nos vai na alma, no coração. Queremos partilhar a nossa felicidade, estamos sempre a ver quem mais o lê, se tem mais fans, se há comentários.
Começa ardentemente, não pensamos senão em escrever mais. Está na nossa mente todos os dias, ansiamos pelo regresso, o momento em que estamos em frente dele e podemos voltar a passar para a blogoesfera o que nos vai na alma, no coração. Queremos partilhar a nossa felicidade, estamos sempre a ver quem mais o lê, se tem mais fans, se há comentários.
Mas o tempo continua a passar, a voar, a levar-nos para outras paragens. Até que um dia damos conta que o nosso blogue já não faz parte da nossa vida. Deixámos morrer a relação, mas ele ainda é importante para nós. Então voltamos. Relemos os posts passados. Rimos. Pensamos. Reflectimos e vemos que gostamos mais dele do que pensávamos. Não o queremos perder. Arrependemo-nos.
E recomeça a relação. Talvez mais forte, por mais um tempo. Até a vida nos levar outra vez para outros interesses. Mas entretanto, aqui estamos, a fazer mais um esforço, a recapturar o encanto do inicio.
Este é o meu recomeço. Vamos ver quanto tempo dura.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
cinderellas de shopping
estava a formiga atómica a olhar para umas t-shirts numa loja algures, quando ouve a seguinte frase:
o homem que se casar comigo não me vai dar isso, hei-de-me casar com um homem que me possa comprar um T5 no centro de lisboa!!!
pensamento imediato da formiga:
pobre rapariga... há-de morrer solteira...
o homem que se casar comigo não me vai dar isso, hei-de-me casar com um homem que me possa comprar um T5 no centro de lisboa!!!
pensamento imediato da formiga:
pobre rapariga... há-de morrer solteira...
domingo, 2 de maio de 2010
This just makes me...
Doente! Fico doente só de ver o anúncio deste programa. Hoje, que é dia da Mãe, pergunto-me: que espécie de mães são estas, que usam as filhas para realizar os próprios sonhos, satisfazer as próprias frustrações ou tentar ganhar dinheiro? Que mães são estas que não vêem que estão a roubar a infância, a inocência das crianças que escolheram trazer ao mundo? Que mães são estas que corrompem o espírito das filhas, instilando-lhes a vaidade, a ganância, a mesquinhez da vitória a qualquer custo. Que mães são estas que fazem as filhas passarem por uma frustração constante, semana após semana, quando não conseguem ganhar o concurso para o qual se esforçam tanto. Que princípios são transmitidos a estas meninas, que vão elas esperar do futuro, e com que olhos vão olhar o mundo?
Uma amiga minha disse-me uma vez que não percebe como é que é preciso ter uma carta de condução para ter um carro nas mãos, e não é necessário passar nenhum teste antes de vermos a vida de uma pessoa ser-nos totalmente confiada. Pergunto-me se ela não tem razão...
Uma amiga minha disse-me uma vez que não percebe como é que é preciso ter uma carta de condução para ter um carro nas mãos, e não é necessário passar nenhum teste antes de vermos a vida de uma pessoa ser-nos totalmente confiada. Pergunto-me se ela não tem razão...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Running
Because I always feel like running
Not away, because there is no such place
Because, if there was I would have found it by now
Because it's easier to run,
Easier than staying and finding out you're the only one... who didn't run
Because running will be the way your life and mine will be described
As in "the long run"
Or as in having given someone a "run for his money"
Or as in "running out of time"
Because running makes me look like everyone else,
Though I hope there will ever be cause for that
Because I will be running in the other direction,
Not running for cover
Because if I knew where cover was,
I would stay there and never have to run for it
Not running for my life,
Because I have to be running for something of more value
To be running and not in fear
Because the thing I fear cannot be escaped, eluded, avoided,
Hidden from, protected from, gotten away from,
Not without showing the fear as I see it now
Because closer, clearer, no sir, nearer
Because of you and because of that nice
That you quietly, quickly be causing
And because you're going to see me run soon
And because you're going to know why I'm running then
You'll know then
Because I'm not going to tell you now
Gill Scott-Heron
Not away, because there is no such place
Because, if there was I would have found it by now
Because it's easier to run,
Easier than staying and finding out you're the only one... who didn't run
Because running will be the way your life and mine will be described
As in "the long run"
Or as in having given someone a "run for his money"
Or as in "running out of time"
Because running makes me look like everyone else,
Though I hope there will ever be cause for that
Because I will be running in the other direction,
Not running for cover
Because if I knew where cover was,
I would stay there and never have to run for it
Not running for my life,
Because I have to be running for something of more value
To be running and not in fear
Because the thing I fear cannot be escaped, eluded, avoided,
Hidden from, protected from, gotten away from,
Not without showing the fear as I see it now
Because closer, clearer, no sir, nearer
Because of you and because of that nice
That you quietly, quickly be causing
And because you're going to see me run soon
And because you're going to know why I'm running then
You'll know then
Because I'm not going to tell you now
Gill Scott-Heron
Subscrever:
Mensagens (Atom)

